Situado na moderna Avenida principal de Idanha (Zona Nova de Expansão), há quem considere este centro cultural o último Castelo Raiano devido à sua volumetria sólida e granítica com poucas aberturas para o exterior, á semelhança dos que outrora defendiam povoações; mas, desta feita, é um "castelo" construído para vencer a batalha da desertificação, com um papel preponderante na dinamização cultural da região e simultaneamente, com o objectivo de fortalecer e fomentar as relações transfronteiriças.
Neste bonito projecto de autoria do Arqº Marçal Grilo, nada foi deixado ao acaso. O jardim interior (em torno do qual se circula) confere um toque de inovação e frescura ao edifício, permitindo uma ampla entrada de luz natural. São 2800 metros quadrados distribuídos por três esplêndidas salas de exposições (duas de exposições permanentes "Olaria de Idanha" e "A agricultura nos campos de Idanha" e uma para exposições temporárias), um moderno auditório com 260 lugares utilizado para diversos espectáculos (de música, dança, teatro, etc.) e também como sala de cinema (onde são exibidos filmes muito actuais), arquivo municipal, sala multimédia (com computadores ligados à internet) e gabinetes de trabalho. Os serviços de apoio, para além da Secretaria e Administração, integram ainda um laboratório de fotografia e um apartamento destinado a investigadores.
Sem dúvida, estamos perante um espaço público de fazer inveja a grandes cidades.
O Centro Cultural Raiano está aberto de terça a sexta-feira e as entradas são gratuitas. Aos fins-de-semana, aberto para sessões de cinema ou actividades culturais.
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