Cultura / Património / Musica Popular
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Uma das manifestações populares que melhor traduzem o registo de costumes, tradições e alegrias de uma população, é, sem dúvida, o cancioneiro. Fortemente ameaçada pelos tempos modernos, os cantares do povo têm vindo a diluir-se e a perder a sua autenticidade.

Muito se cantou e encantou nos portais das casas rústicas, nas eiras, a caminho das romarias, na monda dos trigais e na apanha da azeitona. Um leque tão diversificado de melodias que, de acordo com as recolhas feitas pelo ilustre conterrâneo Dr. Jaime Lopes Dias, podemos agrupá-las em 4 grupos: no primeiro, descantes, o que é cantado em coro acompanhado por instrumentos típicos da região (o adufe, os ferrinhos, zamburras, etc...). No segundo, Jogos de roda e modas de bailar, danças de grupos à semelhança do nosso folclore. No terceiro: canções de romaria ou referentes a ciclos tradicionais de culto, algumas dedicadas a Santos e à Virgem, por vezes misturando-se o religioso com o profano. Por último: um conjunto de canções que não se enquadram em qualquer dos três tipos anteriores, como é o caso das canções alusivas ao trabalho, as janeiras, as alvíssaras, etc.

No concelho de Idanha-a-Nova, cabe aos ranchos folclóricos do concelho, aos grupos de adufeiras, à Tuna da Zebreira e aos grupos de música tradicional o importante papel de preservar e divulgar uma das maiores requezas orais da região.