Cultura / Património / Património Natural
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Toda a região é muito rica em património natural. Existem ainda, núcleos de inegável valor paisagístico e ambiental fundamentais para a conservação da natureza, algumas autenticas ilhas do que foi o coberto vegetal mediterrâneo. Destaca-se todo o cenário envolvente do Pônsul, a jusante da barragem de Idanha até à escarpa da Vila e toda a zona envolvente.

Também a Serra de Penha Garcia e o morro de Monsanto (aquela quartzítica, este granito) encerram núcleos muito selvagens e interessantes.

De interesse especial, quanto a nós, é todo o vale do , Pônsul a montante de Idanha-a-Velha no espaço compreendido entre "Corgos", "Vale de Lobos" e "Arraial da Lomba do Ouro, propicio à vida de espécies requerendo habitats especiais.

Enquanto que nas planícies impera o montado de azinho e sobro junto às ribeiras encontramos espécies rípicolas de inegável valor.
           

As Árvores


Carvalho negral (Quercus pyrenaica), carvalho alvarinho (Quercus rubor), sobreiro (Quercus suber), azinheira (Quercus rotundifolia), carrasco (Quercus coccifera), oliveira (Olea europaea), Choupos (populos spp), pereira – brava (Pyrus bourgaeana), salgueiros (Salix spp), amieiro (Almus glutinosa), freixo (Fraxinus augustifolia), etc.

Os Arbustos


São representados, principalmente, pelas seguintes espécies: esteva (Cistus ladanifer), urze (Erica scoparia), giesta (Cytsus striatus), rosmaninho (Lavandula stoechas), tojo (Genista triacanthos), etc.

Fauna e Flora


A beleza de uma paisagem inspira-nos exactamente usando podemos encontrar uma sábia conjugação de forças autónomas, em perfeito equilíbrio. Neste aspecto, Idanha constitui um espaço natural de encanto e singularidade. A Serra de Penha Garcia, zona do Tejo Internacional e de Idanha-a-Nova são três dos principais nichos ambientais em que aconselhamos uma atenção muito especial.

No que se refere à fauna, aqui podemos encontrar muitas espécies raras ou em vias de extinção. São cerca de 277 vertebrados, de entre os quais destacamos: o lobo, a raposa, o veado, o javali, a gineta, a cegonha negra, a cegonha branca (com migração sazonal), a águia real, a águia imperial, a águia calçada, o grifo, o abutre do Egipto, o corvo marinho de faces brancas, o abelharuco, etc...

Os mamíferos mais comuns são: Gineta (Genetta genetta), raposo (Vulpes vulpes), javali (Sus scrofa), lebre (Lepus capensis), coelho bravo (Oryctolagus cuniculus), etc.

Relacionada com esta riqueza animal, cabe uma menção não menos honrosa à flora e vegetação; tendo sido identificadas 47 famílias, englobando 192 géneros num total de 322 espécies. De entre as espécies arbustivas, o predomínio recai sobre o rosmaninho (oferecendo quadros paisagísticos de rara beleza), a giesta, a esteva, o tojo, o jasmim e o tornilho. Nas espécies arbóreas, destaque-se a oliveira, o sobreiro, a azinheira, o pinheiro manso, o carvalho negral e o carvalho cerquinho.

Avifauna


A Avifauna é muito significativa, sendo a região um autêntico paraíso para muitas espécies que aqui nidificam, vivem permanentemente ou, simplesmente, fazem invernada.

Por alto, sem ser de forma atenta e aprofundada identificámos algumas dezenas das quais destacamos:

Grifo (Gyps fulvus), águia-de-asa-redonda (Buteo buteo), Milhano Real, (Milvus milvus), pega azul (Cyanopica cianus), pega rabuda (Pica pica), melro preto (Turdus merula), pardais (Passer spp), tintilhão (Fringilla coelebs), pintassilgo (Carduelis carduelis), alvéola branca (Montacilla alba), picanço real (Lanius senator), cegonha branca (Ciconia ciconia), graça real (Ardea cinerea), abelharuco (Merops apiaster), cotovia-de-poupa (Galerida cristata), pica-pau-malhado-grande (Dendrocopus major), peto verde (Picus veredis), chapins (Parus spp), trepadeira azul (Sitta europea), cortiçol-de-branca (Pterocles alchata), etc., etc.