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Percurso Urbano Monsanto |
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Monsanto "A Força da Pedra" |
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A Aldeia Mais Portuguesa de Portugal recebe-nos de braços abertos. Sem rodeios mostra-nos, do alto do seu promontório, toda a campina de Idanha e extensas propriedades. Abre-nos o apetite para os pratos de caça, actividades de grande expressão na região. Antes do regresso, oportunidade para comprar uma recordação das adufeiras ou uma das marafonas que dizem, simbolizam a fertilidade.
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Percurso Urbano |
Antes ainda de entrar na aldeia de Monsanto, poderá observar a magnífica paisagem que se desfruta do baluarte, que hoje se utiliza como estacionamento.
Poucos metros adiante, encontra-se a Igreja Matriz [7]. Provavelmente construída no século XV, teve reforma no século XVIII, mas mantém na fachada elementos mais antigos, como o portal românico. No seu interior podem ainda admirar-se imagens e altares muito bonitos, em especial o Altar-mor com um magnífico trabalho em talha dourada.
Siga até ao Largo do Pelourinho, pela Rua da Capela onde se situa a Antiga Adega [8] e um pouco mais à frente a Pousada de Monsanto [9].
Também denominado de Largo da Misericórdia, o largo onde se encontra o Pelourinho [13] e a Antiga Capela do Socorro [12] é como que fechado pela Igreja da Misericórdia [15]. Com características essencialmente românicas, esta igreja sofreu algumas remodelações.
Suba até à Torre do Relógio ou de Lucano [16]. No cimo está a Réplica do Galo de prata, símbolo da atribuição do título de Aldeia Mais Portuguesa de Portugal a Monsanto. Aproveite para se sentar nos bancos que dão para uma vista espectacular sobre a planície de Idanha. Volte à Igreja da Misericórdia e, seguindo pelas suas traseiras desça a Rua do Relógio até à Capela [18] e à Porta de Santo António [17]. Saindo da Vila por esta porta, encontra uma calçada íngreme, da qual avista uma belíssima paisagem e que dá acesso à Capela de São Pedro de Vir-a-Corça [37]. Este templo ao qual se associa uma lenda, é uma construção do século XIII, exibe na fachada uma rosácea e está aberta apenas por altura da Festa de São Pedro.
De regresso à Porta de Santo António, pode ver perto do Cemitério, a Capela de Santo António [18] , do século XVI, com uma abóbada gótica na capela-mór.
Suba à direita pela Rua de Santo António e na Rua da Barreira Quebrada, siga a direcção dos alpendres e de um Passo da Via Sacra. Suba até à Fonte do Ferreiro onde um pequeno azulejo afirma que "A água desta nascente matou a sede a obscuros heróis".
Em frente à casa número 13 suba à direita para o Castelo. Pelo caminho encontrará uma Gruta [22] e, junto do Forno Comunitário [21], um miradouro natural da campina e do casario de Monsanto que se estende pela encosta. Para ver ainda existe a "Casa de Uma Só Telha" com uma particularidade: a cobertura é uma rocha granítica. Devido às características da região era frequente fazer-se este tipo de aproveitamento. Suba a Rua do Castelo. A antiga fortificação de Monsanto apresentava duas portas: a Porta da Traição [29] e a Principal. Esta última situada junto à Casa do Guarda [23] tinha acesso em "L" e arcos de volta perfeita. O castelo apresenta, tal como toda a povoação, adaptações às irregularidades do piso.
No interior do recinto amuralhado do Castelo, encontra-se a "Cisterna" [26], no centro de um polígono delimitado pela Torre de Menagem [24], pela Casa dos Governadores [27] e pela Igreja de Santa Maria do Castelo [25]. Esta é resultado de uma reconstrução de um anterior edifício religioso da Ordem dos Templários. Em Maio é palco da Festa de Santa Cruz, em memória de um cerco a que a povoação resistiu.
Consta que a população fez rolar encosta abaixo uma vitela recheada de trigo, enganando o invasor que levantou o cerco por pensar que existiriam víveres em abundância.
Fora do recinto amuralhado encontra-se a Capela de São João [30], da qual resta apenas um arco junto à muralha, e a Capela de São Miguel [33]. Construção do século XII/ XIII, de características românicas, tem em redor das ruínas algumas sepulturas escavadas na rocha [34]. No século XVI o templo encontrava-se no meio do casario. Fora das muralhas existem os vestígios da Torre do Pião [36], ponto de vigia do período medieval (século XII).
Volte a descer a Rua de Santa Maria do Castelo. Na esquina onde se situa a casa [14] onde Fernando Namora exerceu medicina, siga a esquerda até ao Miradouro e desça na direcção da Torre do Lucano [16]. Antes de aqui chegar, vire pela ruela à direita que desemboca no Largo do Pelourinho, onde deverá subir para a Rua do Castelo. Vire à esquerda para a Rua Marquês da Graciosa onde funciona a Junta de Freguesia.
Situado na rua com o mesmo nome, o Solar [11] do século XVIII, que pertenceu à família de Giraldes de Andrade, Alcaide-Mor de Monsanto, é actualmente o local do Posto de Turismo.
O Solar da Família Pinheiro [10] é do século XVIII. Situado na Rua do Marquês da Graciosa tem na fachada uma fonte, o Chafariz do Mono [10]. Desça pelas traseiras da Pousada de Monsanto até ao amplo Largo do Cruzeiro [5]. Aqui, perto do cruzeiro que da nome ao Largo encontra se o Chafariz da Fonte Nova [6]. Daí, descendo a Rua Fernando Namora encontrará à esquerda uma casa de habitação [4] que tem a particularidade de ter sido habitada por este médico-escritor famoso e situar se próximo do Chafariz do Meio [3].
Um pouco mais à frente está a Capela do Espírito Santo [2]. Com características renascentistas e mandada construir no século XVI, a capela apresenta uma pequena torre sineira e está adossada a uma das portas da vila: o Arco de São Sebastião ou do Espírito Santo [1], que se encontra junto de uma guarita abandonada.
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Acesso à partida |
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Início do percurso: O percurso inicia-se junto do pequeno miradouro, perto da placa de marcação das rotas pedestres, na entrada da aldeia. Local não aconselhado para o estacionamento de autocarros de 49 lugares, que deverão estacionar no parque situado na subida para Monsanto, no lugar da Relva. |
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