Saímos do miradouro junto à Igreja Matriz não sem visitar o seu interior e a imagem da Sra do Leite (sec. XV), descemos pela rua do Pelourinho, passando por um núcleo urbano muito antigo e pitoresco. Continuando a descida passamos junto ao parque de jogos e ao edifício-Sede da junta de Freguesia. Depois atravessamos a estrada nacional tomando caminhos antigos; quando as casas acabarem atravessamos o rio Pônsul, a vau, para a margem esquerda. Sempre por caminhos bem definidos e largos, ganhamos uma cumeada, não muito elevada, havemos de passar por duas pequenas barragens, uma de cada lado do caminho, distando de si uns 500 metros. Entramos numa aramada (não esquecer de fechar o "portelo") e iremos passar a montante de uma barragem que aqui alberga variadíssima avifauna (galeirões, garças reais, cegonhas, várias espécies de patos). Continuamos agora com nova aramada do lado direito; ao fundo, depois de subirmos ligeiramente, entramos (atenção ao portelo) e passados uns minutos já se avista o santuário da Sra. da Azenha. Descansamos. Depois de passarmos um Cruzeiro atravessamos o Pônsul, a vau.
Sempre por caminhos antigos ladeados de olivais e pastagens onde o gado se regala. Mais um pouco, já avistamos (o "Monte Santo") Monsanto. Caminho para a esquerda, na cumeada, depois para a direita para tomarmos um carreirito, bem definido que nos há-de levar a uma pequena ponte romana (?) a que chamámos "dos Clérigos", seguida de pequena calçada da mesma origem, talvez sec. I ou II. Antigos moinhos em ruínas, mais um pouco chegamos a um aglomerado populacional chamado Barreiro, depois Lagar de Junho. Neste último, depois de atravessarmos a estrada de asfalto, após 200 metros, aparece-nos uma excelente calçada romana ladeada de muros de pedra solta. Sobe suavemente para nos levar a Monsanto. Mais não diremos para que a surpresa e o encanto faça parte da vossa actividade.