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Monsanto

Monsanto é destino obrigatório dos roteiros de aldeias mais originais e preservadas do país, não tivesse sido considerada "A aldeia mais portuguesa de Portugal!".

Monsanto deslumbra pela sua posição alcandorada num abrupto cabeço, pela harmonização e interpenetração das suas casas com os rochedos graníticos, pela sinuosidade das suas ruas estreitas, pela riqueza dos elementos arquitectónicos e decorativos que se nos deparam em cada esquina e pela firmeza do seu castelo roqueiro que, lá do cimo, domina amplos horizontes.

A aldeia de Monsanto é uma verdadeira sinfonia de granito, de engenho e de arte. Umas vezes são lajes de granito a servirem de chão, outras são enormes penedos a servirem de parede ou de telhado. Referência paradigmática é a "casa de uma só telha" (observável na subida para o castelo).

Monsanto encanta, também, pela originalidade do seu artesanato - os adufes, as marafonas e as rocas, pela riqueza das suas histórias e lendas e, ainda, pela grandiosidade das suas festividades de cariz popular. Entre as festividades há que salientar a Festa das Cruzes ou Festa do Castelo (a 3 de Maio ou no fim-de-semana seguinte).

Aparentemente enraizada numa tradição pagã, foi cristianizada e nacionalizada pela sobreposição da Lenda do Cerco (segundo uns, cerco dos Mouros, segundo outros, cerco dos Castelhanos) na qual, estando sitiado o castelo, se lançou sobre os inimigos uma vitela com o estômago cheio de trigo, em sinal de abundância, conduzindo ao levantamento   do cerco e tornando infrutífera uma espera de sete anos. Desde então, a festividade nunca mais foi interrompida e, em sinal de evocação do episódio da vitela, são lançados, do ponto mais alto do castelo, potes de barro cheios de flores.

Igualmente famosa é a Romaria da Senhora da Azenha (na segunda 2ª feira de Setembro).

Locais a visitar em Monsanto

Igreja Matriz (dedicada a S. Salvador, altares de talha dourada dos séculos XVII-XVIII); Capela do Espírito Santo (século XVI, de traça renascentista); Capela de Santo António (manuelina, com um portal de quatro arquivoltas); Igreja de S. Miguel (templo românico do século XIII, em ruínas mas com uma interessante decorarão do beiral e uma original torre sineira; em redor podem ser observadas sepulturas antropomórficas escavadas na rocha, assim como umas curiosas cavidades conhecidas pelas "tijelas dos pobres"); Igreja da Misericórdia (no Largo do Pelourinho); Castelo (formado por três recintos muralhados, aí se encontra, para além da Igreja de Santa Maria do Castelo, a antiga Cisterna e a Porta Falsa ou da Traição; por umas escadas estreitas tem-se acesso ao ponto mais elevado de onde se pode disfrutar de um panorama inesquecível); Torre do Peão (junto ao castelo; de base quadrada, servia de posto de vigia) Torre de Lucano (torre sineira da aldeia, perto da Igreja da Misericórdia; é encimada pela réplica do Galo de Prata, o troféu do concurso que atribuiu a Monsanto, em 1938, o título de "A aldeia mais portuguesa de Portugal"); Solar do Marquês da Graciosa (século XVII, futuro Centro de Interpretação Turística); Solar dos Priores de Monsanto (século XVI) e Casa de Fernando Namora (onde este vulto da cultura portuguesa exerceu clínica, viveu e escreveu parte da sua obra).


Locais a visitar nos arredores de Monsanto

Recomenda-se o circuito em redor da colina de Monsanto, saindo do lugar de Relva, passando pelo Carroqueiro e pela ermída de S. Pedro de Vir-a-Corça (capela do século XIII, em local muito aprazível com um original campanário sobre um rochedo).

Seguindo a direcção das Termas de Monfortinho, virando num cruzamento à direita, descobre-se, no meio de um grande sobreiral, a ermída da Nossa Senhora da Azenha, palco de uma grande romaria anual.