Turismo / Roteiro Turístico
Aldeias Históricas , Percursos Pedestres , Roteiro Turístico , Entidades Hoteleiras , Termas de Monfortinho
 
   
Turismo Cultural

Um património construído de grande valor

Ao património feito de História e Cultura associa-se um património construído rico e variado. Dos valiosos conjuntos urbanísticos de Idanha-a-Nova e de Idanha-a-Velha à monumental aldeia de Monsanto; das pontes romanas sobre o Pônsul, nas imediações de Idanha-a-Velha e de Monsanto, aos pelourinbos e às igrejas, ermidas e capelas que se encontram em toda a parte. Património que ostenta símbolos de poder e riqueza de outros tempos (como os solares de Idanha-a-Nova, de Monsanto e de Idanha-a-Velha), mas que soube preservar os traços de uma identidade e de uma ruralidade popular, como se observa na arquitectura tradicional mantida em aldeias como Penha Garcia, Salvaterra do Extremo, Ladoeiro, Proença-a-Velha, Segura, Zebreira, Rosmaninhal, S. Miguel d'Acha e Aldeia de Santa Margarida.


Um património etnológico rico e diversificado

Idanha-a-Nova, charneira de regiões e de países, isoladas das influências mais ou menos descaracterizadoras que marcam o processo de desenvolvimento do país, tornou-se um verdadeiro caleidoscópio de vestígios históricos, arqueológicos, arquitectónicos, artísticos e etnológicos. Por isso, a motivação cultural constitui um dos vectores turísticos mais importantes do concelho.

Em todos os lugares há sempre gente afável, idosos sentados ao sol ou cavaqueando junto ao pelourinho, que têm mil histórias, lendas locais e aventuras de contrabandistas para contar. E, se a visita for na época do Natal, chama-se a atenção para os grupos de pessoas que se aglomeram junto aos enormes madeiros que, durante vários dias, ardem ininterruptamente nos adros das igrejas.

Lendas e tradições entrecruzam-se, associadas muitas vezes a romarias e festividades, polvilhando Idanha-a-Nova de acontecimentos. Destacam-se entre outros, os Bodos de Salvaterra e Monfortinho (tendo a sua origem num agradecimento à libertação de uma praga de gafanhotos); a romaria da Senhora do Almortão em Idanha-a-Nova; a Festa do Castelo, em Monsanto; a Festa da Senhora da Granja, em Proença-a-Velha, a Festa de Santa Marinha e a cerimónia do Lava-pés da Semana Santa, em Segura; a Procissão dos Homens, no Ladoeiro; e as corridas de cavalo sem sela no Rosmaninhal. Aos eventos marcados no tempo, juntam-se novas iniciativas, como a realização da Feira Raiana (com inúmeras actividades associadas: espectáculos, mostras de produtos regionais e concursos) e o Centro Cultural Raiano (museu, exposições e colóquios).

Deste património local, onde se fixam as raizes de uma cultura e de saberes maturados ao longo de gerações, têm especial relevo, o artesanato, a gastronomia e a música e cantares, artes que o ritmo dos tempos não apagou.

Artesanato

No concelho de Idanha-a-Nova encontramos ainda um artesanato genuíno e diversificado como são exemplos: as marafonas, as rodilhas e os adules de Monsanto; os pandeiros e as rendas dos nozinhos do Ladoeiro; as rendas de duas e cinco agulhas de Salvaterra do Extremo; a arte pastoril em madeira, cortiça e, por vezes, chifre, em Idanha-a-Velha; os adufes de Idanha-a-Nova; as mantas de ourelos, as cadeiras de castanho com palha, os sarilhos, as rodilhas, as miniaturas de utensílios da lavoura, os cortiços para abelhas, em Penha Garcia; as miniaturas de utensílios da lavoura em madeira, os bonecos em madeira e os desenhos naif de artistas populares, em Proença-a-Velha.

Música e Cantares

Há que destacar as danças, as músicas e os cantos de raiz popular, favorecidos pela grande expressão das festividades no concelho. O garante da divulgação e perpetuação destas artes está na existência de vários grupos etnográficos (ldanha-a-Nova, Monsanto, Penha Garcia, Zebreira e TouIões), que mantêm uma ligação intensa às vivências do mundo rural, levando a que o folclore adquira aqui uma grande expressão e autenticidade. A variedade e originalidade do repertório, a pureza dos trajes, das danças e dos cantares, tornam o património etnomusical de Idanha dos mais interessantes do país.

Não é por acaso que muitos dos cantares locais foram amplamente divulgados pelos mais representativos músicos portugueses.



Gastronomia

A gastrononúa do concelho de Idanha-a-Nova reflecte as características de uma área de transição, entre a cozinha variada do Norte e a riqueza dos sabores do Sul. Destacam-se: o queijo de ovelha de Idanha-a-Nova, que prossegue os velhos métodos tradicionais de fabrico que tanta fama granjearam a este queijo. O queijo de cabra; os pratos confeccionados com borrego, carneiro e cabrito, sobretudo, na forma de ensopado; os enehidos, de paladar requintado, fabricados um pouco por toda a parte, perpetuando tradições seculares; os pratos de caça, embora rareando nos restaurantes do concelho, suscitam uma demanda na época própria, não fosse Idanha-a-Nova um concelho com elevado potencial cinegético (javali, coelho bravo, lebre, pombos, tordos, perdizes, etc.); a matança do porco, nos meses de Dezembro e Janeiro; a doçaria, de onde sobressaem as broas de mel, os borraehões, os bolos de azeite e o bolo doce da Páscoa. Mencionem-se, ainda, as azeitonas e o pão caseiro, dois produtos locais de grande qualidade que o gastrónomo experimentado não deixará de apreciar. Finalmente, refiram-se as grandes festas gastronómicas populares que são os Bodos de Salvaterra do Extremo e de Monfortinho, verdadeiras orgias de sabores tradicionais.