Itinerários Locais |
Idanha-a-Nova deve ser entendida numa dupla perspectiva: a primeira, tem por objecto o concelho, com os seus circuitos e itinerários, especializados ou abrangentes, por forma a integrar toda a sua riqueza natural, patrimonial, cultural, gastronómica e de lazer; a segunda, tem a região raiana por cenário e o concelho de Idanha como plataforma de acolhimento, jóia de um território feito de contrastes, e ponto de partida para novos destinos.
Itinerário I - Passeios pela História
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Saída das Termas de Monfortinho, pela EN 239, até Penha Garcia. Impõe-se uma subida ao castelo, onde nos aguarda uma visão deslumbrante sobre o vale encaixado do rio Pônsul. Penha Garcia, merece ainda que se percorram as estreitas ruas e vielas. Para os mais aventureiros propõe-se uma subida pelas escombreiras das encostas, até às fragas mais elevadas, de onde se pode disfrutar de um panorama que vai da Malcata à Estrela.
Retomando o caminho, seguimos as referências da paisagem que nos obrigam a ceder à tentação de escalar Monsanto. É necessário preparar os sentidos para se entrar neste mundo de granitos, fruto de engenho e arte. Na subida ao seu castelo roqueiro podemos parar para comprar os adoráveis adufes, marafonas e rocas, ou apenas para dar dois dedos de conversa com quem soube manter vivos gestos e usos.
De novo na estrada, passamos por Medelim em direcção a Idanha-a-Velha. O passeio por Idanha-a-Velha, implica um misto de contemplação e de diálogo com as gentes da terra, conhecedoras de lendas e histórias, desta antiga povoação. Já com a silhueta de Monsanto nas costas avistamos novo sobressalto da Natureza: Idanha-a-Nova espera-nos altiva. Antes de lá chegarmos, podemos fazer uma pausa na Senhora da Graça para retemperar as emoções e admirar a escarpa do rio Pônsul. Em Idanha-a-Nova, começamos por nos perder na imensidade da planura da campina, que se avista do castelo e se estende por todo o horizonte, depois deambulamos pela vila ao encontro do seu património histórico, das suas casas senhoriais, dos seus núcleos museoIógicos e das marcas do progresso.
Em direcção ao Ladoeiro, podemos observar os inúmeros rebanhos que connosco se cruzam, reflexos do mundo rural vivo e enraizado que nos envolve. Já na aldeia, devemos deter-nos na arquitectura popular das casas de adobe e nas tradicionais ruas, onde encontramos velhas fazendo "nozinhos" (rendas típicas). A caminho do Rosmaninhal, podemos passar por Cegonhas, Couto das Correias e Soalheiras, aldeias perdidas no tempo mas que mantêm a estrutura e a sua arquitectura tradicional. Em Rosmaninhal devemos subir ao castelo, visitar a Igreja Matriz e ter uma ideia global da própria organização da aldeia (antiga vila muralhada).
De regresso, passamos pela Zebreira onde a par do património religioso se podem observar as dezenas de cegonhas que polvilham a paisagem.
Para quem sai da Zebreira vale a pena um desvio a Segura, aldeia fronteiriço, antiga fortaleza, onde se mantêm vestígios muralhados e de onde se vislumbra um magnífico panorama sobre as gargantas do Erges.
Resta mais uma paragem, antes do regresso ao repasto e às diversões nocturnas das Termas de Monfortinho, aproveitemos para ir ver o pôr do sol em Salvaterra do Extremo. Aqui merece uma visita especial a Igreja Matriz (com o seu altar de talha dourada) e as suas ruas típicas, onde alternam casas senhoriais e casas modestas.
Itinerário II - Caminhos pelo Património |
Saímos da Pousada de Monsanto em direcção a Penha Garcia. Impõe-se uma subida ao castelo, onde nos aguarda um panorama de sonho sobre o rio Pônsul e a barragem de Penha Garcia. Podemos descer às velhas azenhas e ver as suas antigas mós e condutas de água. Para os mais aventureiros propõe-se uma subida pelas escombreiras das vertentes abruptas, na rota dos fósseis (bilobites), até às fragas mais elevadas donde se pode disfrutar de vastos horizontes que vão até à Malcata e à Estrela.
Voltando à estrada, seguimos até Proença-a-Velha, onde nos espera um património religioso e edificado de grande valor. Por lá radicam também valores culturais com muito para revelar (como desenhadores naif e artesãos de madeira). Saindo de Proença-a-Velha, tomamos a direcção de Idanha-a-Nova. Aqui começamos por nos perder na vista da imensidade da vasta planura da Campina, que se estende por todo o horizonte e que tem por ponto privilegiado de observação os restos do velho castelo. Depois, deambulamos pela vila ao encontro do seu património, a torre sineira, a Igreja Matriz e da Misericórdia, os fornos do Bairro dos Louceiros, as casas senhoriais, o núcleo museológico de arte sacra. Vale também a pena dar uma ollladela nas marcas do progresso (Centro Cultural Raiano, Biblioteca, Complexo Municipal de Piscinas, etc.).
De regresso, passamos pela Senhora do Almortão, e rumamos a Idanha-a-Velha. Em Idanha-a-Velha, vale a pena espreitar as ruínas, a catedral, a torre de menagem, a porta e a ponte romanas do Pônsul.
Por fim, enriquecidos por um passeio cheio de História e lenda, cultura e tradições, vamos ainda a tempo de ver o sol cair no horizonte a partir do castelo de Monsanto, entre rendilhados de granito e legados de engenho que uma cultura rica de valores nos deixou.
Itinerário III - Aventuras na Natureza |
Para quem procura no concelho umas férias diferentes, partilhadas ou participadas com a Natureza, o concelho guarda-lhes alguns circuitos exepcionais. Podíamos, neste caso, pernoitar no Parque de Campismo, junto à Barragem da Idanha. Na saída tomamos a estrada de Alcafozes, seguindo para a Zebreira e depois para o Rosmaninhal. O percurso é longo, mas pouco acidentado podendo por isso ser feito de bicicleta. No caminho para o Rosmaninhal podemos passar pelos povoados de Cegonhas (donde se alcança uma praia fluvial na Ribeira do Aravil), do Couto das Correias, das Soalheiras e dos Alares (onde existe um posto de observação de aves da Quercus). Por caminhos de terra batida, segue-se até ao Tejo Internacional onde se disfruta uma imensa riqueza botânica e faunística a par de um ambiente natural de sonho. Na orla, existe ainda um conjunto de vestígios de antigas civilizações (mamoas do fim do NeoIítico, sepulturas romanas, etc.).
No Rosmaninhal podemos aproveitar para visitar a aldeia e descolorir uma organização que vem de muitos anos atrás. Do castelo podemos observar a charneca, que em declives suaves vai descendo para o Tejo.
Seguimos pela estrada não alcatroada, na direcção de Segura. Aqui os amantes dos desportos radicais podem aproveitar para escalar as gargantas do Erges.
Em Salvaterra do Extremo, para além da escalada das fragas, podemos descer pela calçada romana até, ao Erges, observar o vôo das águias e tomar um banho refrescante junto às azenhas.
Este percurso tanto pode ser feito num dia como em vários, pois quer o percurso do Tejo Internacional, quer a descida ao Erges em Salvaterra, podem ocupar um dia completo de jornada.
Outras propostas de circuitos são sempre possíveis, de acordo com valores pessoais ou com o tempo de permanência no concelho. Os percursos do acaso, num concelho onde todos os caminhos levam sempre a lugares interessantes, cheios de surpresas, referências, gentes, histórias e tradições, constituem outra hipótese aliciante. |