Turismo Ambiental |
Idanha-a-Nova conseguiu, ao longo dos anos, preservar um património natural e paisagístico atractivo (com destaque para a sua fauna e flora) transformando, nos nossos dias, o concelho num deslumbramento e num paraíso para os sentidos. A difusão da cultura ecológica desenvolveu uma procura com cariz científico e ambiental de ocupação dos tempos livres, orientada para ambientes morfológieos, florísticos e faunísticos diversos, originais e ricos, à qual Idanha está apta a responder.
O concelho oferece, ainda: recursos hídricos, que potenciam boas condições de lazer e recreio; recursos termais, que constituem uma importante motivação turística; e um conjunto de actividades intimamente ligadas com as práticas de Natureza, cada vez mais procuradas, sobretudo pelos jovens.
Paisagens
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O concelho de Idanha, encerra alguns valores paisagísticos, de entre os quais se pode destacar:
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a paisagem imensa e plana da Campina, com o seu matizado de verdes, amarelos ou castanhos (consoante a época do ano) e para cuja observação não faltam excepcionais mirantes ou pontos de vista (Castelos de Idanha-a-Nova, e de Monsanto, Senhora do Almortão, casas da EDP junto à barragem da Idanha, a estrada nacional nº 240 depois da ponte da Moinheca ... );
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as "terras da raia perdida", onde, o montado começa a ter a concorrência de espécies exóticas e onde, nos terrenos menos férteis e mais inóspitos, despontam o rosmaninho e a esteva;
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a imponente e abrupta crista quartzítica da Serra de Penha Garcia e o deslumbrante "inselberg" granítico de Monsanto, presenças constantes de muitos pontos de vista do concelho (e de onde, em dias de visibilidade razoável, é, fácil identificar as serras da Estrela, da Gardunha e de Monforte - no caso português - e da Gata e Gredos - no caso espanhol).
Fauna e Flora
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No que se refere à fauna, a identificação de 277 vertebrados sugere uma enorme riqueza e diversidade faunística e cinegética no concelho.
Idanha é, de facto, dos últimos refúgios de diversas espécies animais raras ou ameaçados de extinção, que aqui encontram boas condições para viver e se reproduzir. De entre elas destaquem-se: a cegonha negra, a águia real, a águia imperial, a águia calçada, o grifo, o abutre do Egipto, o corvo marinho de faces brancas, o mergulhão de crista, o abelharuco, a pega azul, o lince, o lobo, a raposa, o veado, a geneta, o javali e a lontra.
Merecem também realce as cegonhas brancas que regressam todos os anos, na Primavera, aos seus ninhos nos campanários das igrejas, nas chaminés e beirados mais elevados, ou nos postes de electricidade e telefone (estes recentemente instalados por conservadores da espécie), para aí nidificarem e, enquanto não partem no princípio do Outono, emprestam mais um motivo de interesse e atracção.
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No que se refere à flora e vegetação, o concelho apresenta uma variedade vegetal muito grande, tendo sido identificadas 47 famílias, englobando 192 géneros, num total de 322 espécies. De entre as espécies arbustivas saliente-se o rosmaninho (verdadeiro ex-libris da região da Beira Baixa), o medronheiro, o jasmim, o tomilho, o lentisco e a esteva. De entre as espécies arbóreas aponte-se o sobreiro, a azinheira, a oliveira, o carvalho negral, o carvalho cerquinho e o pinheiro manso. De entre as muitas espécies de flores há que destacar: o lírio, o narciso, a rosa albardeira e a dedaleira que, na Primavera, embriagam os campos com as suas cores e odores.
Saliente-se ainda, a Mata de Penha Garcia - Vale Feitoso, uma das melhores do país, a qual constitui um valioso património e um importante recurso florestal e natural.
Biótopos/Nichos Ambientais
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Como reflexo desta riqueza e variedade, no âmbito do projecto Corine-Biótopos, da Comunidade Económica Europeia, definiram-se no concelho três biótopos, verdadeiros nichos ambientais, ou áreas de particular interesse natural: Serra de Penha Garcia, Tejo Internacional e Idanha-a-Nova. Tais biótopos são, só por si, uma motivação turística para o concelho.
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