Turismo / Roteiro Turístico
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Percursos Rodoviários
Olivais da Beira Baixa
 

Em Portugal, por uma questão de facilidade, separa-se o Norte do Sul tomando o rio Tejo como referência. De facto, este grande rio peninsular sulca perpendicularmente todo o território português contribuindo para dividir e isolar populações. No entanto, muitas paisagens e modos de vida agrários adquirem expressão semelhante em ambas as margens, nomeadamente na Beira Baixa e no Alto Alentejo, podendo mesmo falar-se de uma Beira Alentejana em todo o Campo Albicastrense e Campanha de Idanha e de um Alentejo beirão em Safra, Marvão e Aramenha.
Descendo em degraus sucessivos a partir dos maciços robustos da Cordilheira Central, o relevo da Beira Baixa termina num vasto planalto, cortado pelas ravinas alcantiladas do Tejo e os seus afluentes da margem norte. A grande propriedade coexiste com pequenas parcelas, na posse de assalariados, situadas em redor das aldeias. A economia agrária assenta na cortiça, azeite, cereais e pastorícia. Nas zonas acidentadas do Ródão e da Raia do Tejo, os olivais desenvolvem-se em socalcos sobre encostas abruptas onde, por vezes, um muro ou degrau sustém um única árvore. No Campo Albicastrense, por onde se desenrola este itinerário, os olivais estão instalados em colinas de pendores suaves possuindo, em alguns casos, uma estrutura de quase montado com o aproveitamento dos pastos para o gado ovino.

 
Mapa do Percurso
 
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Saída IP2 "Castelo Branco" / IC8 /E233;
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Saída para E240, virando à direita direcção "Ladoeiro";
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Virar à esquerda para Escalos de Baixo seguindo pela E352 direcção "Escalos de Cima".
Olivais a caminho de Escalos
 
Aldeia de Escalos

A estrutura do povoamento tem nítidas semelhanças com o Alentejo: concentração em aldeias de grande dimensão (Escalos) com esparso povoamento dos campos através de arraiais que, embora de menores dimensões e normalmente unifamiliares, correspondem aos montes alentejanos.A importância das oliveiras é bem notória pois são um elemento omnipresente na paisagem. Nas aldeias surgem no interior dos próprios quintais, em conjunto com as culturas hortícolas, garantido anualmente ao seu proprietário alguns litros de azeite obtidos à maquia (por entrega de uma determinada percentagem) no lagar de um agricultor abastado;
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Antes dos Escalos de Cima tomar a E233 direcção "Penamacor" até ao cruzamento com a E353;
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Virar à direita direcção "Oledo" / "Idanha-a-Nova".
O percurso permite apreciar várias associações em que a oliveira aparece numa estrutura de compassos largos, em que o solo é cultivado com cereais, ou associada a culturas hortícolas em pequenas várzeas, ou ainda em conjunto com azinheiras em terrenos pedregosos.
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Paragem "Centro Cultural Raiano - Idanha-a-Nova"
Num interessante conjunto arquitectónico funciona o Centro Cultural Raiano, instrumento de uma política de preservação da cultura raiana e de renovação de uma região deprimida com evidentes sintomas de desertificação humana. Habitantes e visitantes nele encontram a memória agrícola e pastoril da Campanha da Idanha e também um espaço de convívio. As duas exposições permanentes são dedicadas à agricultura e à olaria.
Centro Cultural Raiano
Olival à saída de Idanha
 
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Retomar a E353 até ao desvio para Senhora do Almortão"
A saída de Idanha, através de encostas viradas a sul, oferece-nos uma bela panorâmica de uma tipologia de ocupação de solo muito típica da região ainda dominada pelo olival, em socalcos amplos com pendores pouco abruptos de onde emergem, por vezes, blocos graníticos de grandes dimensões.
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Paragem "Senhora do Almortão"
Lugar onde se realiza uma romaria que junta, por finais de Maio, gentes de ambos os lados da fronteira, unindo durante três dias beirões e estremenhos na maior das festividades raianas. A raiz desta convivência talvez assente nas antigas práticas transumantes e consequente deambulação das gentes entre as pastagens de altitude e as invernadeiras dos planaltos beirões e estremenhos. Do alto da colina divisam-se as extensas campanhas de Idanha.
 
Nossa Senhora do Almurtão
Idanha-a-Velha
 
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Tomar a E354 direcção "Alcafozes" / "Idanha-a-Velha"
 
Passeriformes do Olival
As comunidades ornitológicas dos olivais são particularmente ricas em termos de diversidade e densidade sendo este facto particularmente visível durante o Inverno. Mesmo para os observadores menos familiarizados com as aves, um simples passeio entre as árvores põe em alvoroço uma multidão de pequenos seres alados - piscos, toutinegras, melros, tordos e tentilhões - que procuram as suculentas azeitonas, esvoaçando em todas as direcções.
Na Primavera, os valores de diversidade e densidade não são tão elevados. No entanto, nos olivais da Beira Baixa, associados a azinheiras, é possível ouvir, mesmo durante a noite, um coro melodioso de cotovias-pequenas e toutinegras-reais, às quais se juntam, por vezes, os rouxinóis.
 
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Paragem "Idanha-a-Velha"
Exemplo típico de um aglomerado que perdeu importância como pólo centralizador económico, administrativo e religioso. Desde a antiga Egitânia romano-visigótico à actual Idanha-a-Velha sucederam-se invasões e destruições. Do ponto de vista económico, o azeite deteve sempre um papel de relevo e testemunho desse facto é o monumental lagar de varas, em boa hora recuperado pelo Centro Cultural Raiano, ponto de visita obrigatória neste percurso.
 
Lagar, Idanha-a-Velha
Monsanto
 
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Seguir pela E332 direcção "Medelim" / "Penamacor"; antes de Medelim virar à direita pela E239 direcção "Monsanto" / "Monfortinho"
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Paragem "Monsanto"
Povoado cuja história balança entre o esplendor e a decadência. Praça forte considerada inexpugnável, possuía um valor estratégico fundamental numa época em que os conflitos com Castela eram muito frequentes, contribuindo para a manutenção da linha de fronteira a sul das fortalezas de Riba-Côa. No dédalo de ruelas coexistem os solares da nobreza rural com os mais rudes casebres, testemunhos de um viver desprovido do mais elementar conforto que, em certos casos, perdurou até aos nossos dias.
O relevo e o volume dos afloramentos rochosos espicaçaram o engenho dos construtores, apoiando-se frequentemente as casas a fragas e blocos graníticos que acabam por formar uma ou mais paredes. O casario e os telhados descem numa cascata de edificações de aspecto meio curioso, denunciando uma economia e rusticidade de meios, formando um paradoxal ambiente serrano em pleno Campo da Beira Baixa.
Regresso a Medelim através da E239 seguindo para Proença-a-Velha. Desta localidade pode seguir-se pela E233 para Castelo Branco e daí para a IP2 (Abrantes / Lisboa ou Covilhã /Guarda).
Fonte: "Percursos, Paisagens & Habitats de Portugal"