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Rosmaninhal |
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Igreja Matriz |
A aldeia do Rosmaninhal, cuja envolvente faz jus ao seu nome, concedeu D. Manuel I o foral em 1510, tendo sido sede de concelho até ao ano de 1836.
D.Sancho I mandou construir uma fortaleza em 1185, aquando da luta contra os leoneses, que foi reconstruída no reinado de D. João I (1385). Em 1640 D. João IV mandou edificar uma outra fortaleza junto ao local onde actualmente se encontra a Igreja Matriz.
Foi pelo Rosmaninhal que em 19 de Novembro de 1807 entrou o exército francês comandado por Junot. Também para Segura e Salvaterra do Extremo existem referências bibliográficas e relatos orais de residentes que fazem alusão à entrada do referido exército em território nacional junto a essas aldeias.
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Pelourinho |
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Fotografia de 'Paulo Rocha Monteiro' |
A aldeia, de ruas maioritariamente largas, foi até algumas décadas atrás bastante próspera. Quatro fábricas de moagem, uma de chocolate, uma de refrigerantes, uma de sabão e outra de curtumes, são alguns dos exemplos dos tempos áureos desta freguesia cujos terrenos foram cultivados com cereais até às escarpas dos rios Tejo e Erges, facto esse que, então, lhe valeu o epíteto de "Celeiro da Beira Baixa". A aldeia possui cinco zonas: vila, Espírito Santo, arrabalde, devesa e S. Pedro.
Soalheiras, Couto dos Correias e Cegonhas Novas são lugares pertencentes a esta freguesia, e tiveram origem na designada "Questão do Rosmaninhal" que envolveu a povoação do Rosmaninhal contra as dos Alares, Cubeira e Cegonhas Velhas. Várias são as versões referentes a esta questão, que teve início a 6 de Outubro de 1923 e término a 29 de Junho de 1925.
Das antigas povoações dos Alares, Cubeira e Cegonhas Velhas, actualmente apenas restam as suas ruínas, destacando-se uma ou outra construção ainda com telhado.
A partir de Cegonhas Novas é possível alcançar a ribeira do Aravil. A recente construção de uma ponte em betão que permite a ligação entre Cegonhas e Monforte da Beira, apesar de bastante importante, retirou parte do encanto ao local devido ao seu denquadramento na paisagem.
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Igreja Matriz |
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Após a sua construção no ano de 1745 foi diversas vezes restaurada, a última das quais em 1956. Destaca-se, no exterior, o belo campanário de três sinos que exibe um brasão com esfera armilar. No seu interior encontram-se imagens e telas de valor.
O facto de se situar na parte mais elevada da povoação, confere-lhe uma admirável vista panorâmica essencialmente constituída essencialmente por montado de azinho associado à cultura de cereais e zonas de matos formado por rosmaninho e esteva.
Ao longe, ainda que imperceptíveis, o rio Erges encontra o Tejo e para lá dos vales são já terras de Espanha.
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Capela de S. Roque |
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À entrada da povoação e com um cruzeiro em granito, encontra-se este templo de linhas sóbrias. Desconhece-se, porém, a data da sua construção.
Possui uma só nave e o altar, onde se encontra a imagem de S. Roque, é separado por arcada românica. O alpendre é constituído por três arcadas românicas.
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Capela do Espírito Santo |
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Com apenas uma nave, o seu altar é separado por arco românico. Possui três belas imagens (Espírito Santo, Santo António e Santa Marina) e a sua construção data de 1620.
Nas imediações do templo encontra-se um cruzeiro.
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Capela da Misericórdia |
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Também designada por Igreja da Misericórdia julga-se ter sido construída no Séc. XVII e possui púlpito com base em granito assente numa coluna e varandim de madeira.
Encima-lhe o frontispício um pequeno sino e é detentora de imagens antigas de grande interesse (S. Sebastião, Senhor da Misericórdia, etc.).
Parte do templo encontra-se destruído.
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Capela de S. João |
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Este templo de linhas simples é originário do Séc. XVII e possui diante de si um cruzeiro que foi recentemente reconstruído devido aos danos causados por uma viatura.
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Capela de S. Pedro |
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Com três cruzeiros defronte, situa-se na parte da povoação que recebe a mesma designação (S. Pedro) e alberga no seu interior, as imagens de S. Pedro, S. Domingos e Santa Terezinha. No alpendre fechado figura a tradicional balança de S. Pedro.
Desconhece-se, porém, a data da sua construção.
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Capela de Santo António |
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Mandada edificar no ano de 1625 e restaurada no ano de 1988, é uma das mais belas capelas do Rosmaninhal, com destaque para o seu alpendre.
Encontra-se situada nas proximidades da povoação e o acesso faz-se através de um caminho ladeado por muros de xisto, que protegem o solo onde vegetam as sempre belas e úteis oliveiras.
Os aromas do campo, os cânticos das mais diversas aves ou o manto de narcisos que despontam na Primavera fazem parte deste local.
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Capela de Santa Madalena |
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A cerca de 3 Km do Rosmaninhal e a caminho das Soalheiras, encontra-se a ermida de Santa Madalena, onde estão as imagens de Santa Madalena e de Santa Luzia.
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Pelourinho |
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De configuração original, comparativamente aos demais presentes na região, ergue-se no Largo da Praça o pelourinho de coluna espiralada, formada por duas pedras a sair da peanha com botões, cordas e frisos, assente sobre plataforma de três degraus redondos. De forma cónica, a cúpula, além de botões, é decorada do lado Norte com a esfera armilar, do lado Sul com as armas reais, do lado Este com a cruz de Cristo e do lado Oeste com as armas locais.
Foi edificado no Séc. XVI.
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Casa da Câmara |
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Situa-se, tal como o pelourinho, no Largo da Praça e a sua construção terminou em 1711. Trata-se de um belo edifício, não obstante o facto de possuir portadas exteriores em alumínio, colocadas aquando da última restauração.
No frontispício encontra-se uma pedra de armas.
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Mamoas e Dólmens |
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As mamoas são monumentos megalíticos que serviam para assinalar o local onde se encontravam sepulturas.
Supostamente originárias do final da idade neolítica e situadas preferencialmente no cume dos montes, ocorrem ainda com frequência na freguesia de Rosmaninhal. No entanto, e analogamente ao que se verificou noutras partes do país, por mera ignorância e/ ou desrespeito pelo património arqueológico nacional, foram destruídos vários destes monumentos aquando das preparações do terreno para plantação de eucaliptos.
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Túmulos medievais |
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Nas imediações da capela de Santa Madalena são ainda visíveis seis túmulos medievais (?) escavados em xisto, a maior parte dos quais se encontra em bom estado de conservação. |
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Fonte: "Guia de Percursos do Tejo Internacional" |
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