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Segura |
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Ponte Internacional e Segura |
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Fotografia de 'Paulo Rocha Monteiro' |
Os alicerces romanos em que se apoia a ponte internacional sobre o rio Erges comprovam a antiguidade de Segura, muito embora os mais antigos documentos escritos que fazem alusão a esta aldeia sejam de 1243. Após esta data, a sua história aparece profundamente associada à de Monsanto, Idanha-a-Velha, Salvaterra do Extremo e Rosmaninhal. Em 1510 recebeu foral, outorgado por D. Manuel I. Na base do seu nome estará certamente o facto de se localizar no cume de um monte de constituição granítica que outrora lhe conferia segurança aquando das investidas inimigas. No entanto, tal facto não impediu a entrada do exército francês comandado por Junot, em Novembro de 1807. Analogamente ao que sucedeu em Salvaterra do Extremo também aqui o castelo foi demolido e o material de que era constituído utilizado para as mais diversas construções, nomeadamente para habitação, muros e no amanho da pocilga.
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Moinho no Rio Erges |
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Fotografia de 'Paulo Rocha Monteiro' |
Além da povoação propriamente dita e dos valores nela contidos, convém não olvidar o magnífico vale por onde corre o rio Erges e que pode ser admirado, pelos mais afoitos, do alto de um penhasco. Para alcançar este local é necessário seguir por um estreito carreiro situado nas imediações do cemitério da aldeia (após o término da estrada seguir em frente pelo lado esquerdo e não pelo caminho entre muros que desce pela direita).
Nas encostas adjacentes ao povoado o terreno encontra-se armado em socalcos com muros de suporte em pedra o que constitui uma demonstração cabal da noção de conservação do solo e, por conseguinte, da importância que esta representava para as gentes destas paragens.
Nos quentes dias de Estio é aconselhada uma descida ao rio Erges, junto à ponte internacional, para um banho sempre refrescante.
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Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição |
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O ano da edificação do templo não é conhecido. No entanto, há registos que revelam a sua existência já em 1243.
Desde então foi sujeita várias reconstruções, a última das quais teve início a 15 de Outubro de 1945, pois a 9 de Janeiro de 1938 um forte temporal fizera ruir as suas paredes e telhado. Nesta derradeira reconstrução, e para uma melhor optimização do espaço, a orientação da Igreja foi alterada, passando a estar voltada para Poente.
De linhas sóbrias e harmoniosas, o actual templo possui no seu interior imagens de grande valor. No exterior destaca-se uma elegante torre com dois sinos.
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Igreja da Misericórdia |
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De nobres linhas manuelinas, possui uma fachada bastante bela onde sobressai o portal adornado com diversos elementos. Num dos lados pode ver-se um pequeno cruzeiro e no outro um campanário com uma sineta.
No seu interior destaca-se o altar-mor com talha da época da sua fundação que é anterior ao Séc. XVII.
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Capela de Santa Marinha |
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A pequena e harmoniosa capela do Séc. XVI, de um só altar e com um púlpito em cantaria, localiza-se a 2,5 Km a Norte da povoação, nas imediações da estrada que segue para Salvaterra do Extremo.
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Capela de São Sebastião |
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Apesar de se situar numa das partes mais baixas da aldeia, é vasto o panorama que daí se pode contemplar: o rio Erges e toda a povoação que se estende encosta acima.
Foi reconstruída há cerca de vinte e cinco anos, dado que por essa altura uma devota ao colocar velas muito próximas da imagem de S. Sebastião involuntariamente ateou fogo à referida imagem que se estendeu também à capela.
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Pelouroinho |
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O pelourinho, de estilo manuelino, construído no Séc. XVI, é constituído por uma coluna oitavada a sair de peanha redonda apoiada numa plataforma de dois degraus no lado Norte e três no lado Sul.
O capitel, igualmente oitavado, tem faces côncavas semeadas de pérolas e corpo prismático com quatro escudos ligados por cordas, onde figuram as armas reais (a Norte), a cruz de Cristo (a Sul) e vestígios da esfera armilar (a Poente); no lado Nascente as inscrições são indecifráveis.
A cúpula oitavada tem a forma de uma pirâmide truncada e é semeada de pérolas em todas as suas faces.
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Porta de Baixo |
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Trata-se praticamente do único fragmento da antiga muralha que D. João IV mandou edificar no período que compreende os anos de 1640 a 1656.
Tem a forma de um arco em silharia, e tal como outrora é uma das entradas da aldeia pela parte Sul.
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Ponte internacional |
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Em 1817 o tabuleiro da original ponte romana, que estabelecia a ligação entre as duas margens do rio Erges foi arrastado pelas águas que a cobriu totalmente. Ainda no mesmo ano procedeu-se à construção de um novo tabuleiro que assenta nos alicerces romanos.
Com cinco arcos em perfeito estado de conservação, 15 metros de altura, 92 metros de comprimento e 5,80 metros de largura é um belo monumento que merece ser admirado e do qual é possível contemplar o rio Erges.
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Moinhos |
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Nas margens do Erges, a montante e a jusante da ponte internacional, existem vários moinhos inoperantes em estado de degradação mais ou menos avançado, que em tempos, utilizando a água do rio como fonte de energia, serviam para moer os cereais produzidos na região. |
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Fonte: "Guia de Percursos do Tejo Internacional" |
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